domingo, 14 de fevereiro de 2016

ANTONIO BRASILEIRO - CEM ANOS




 CEM ANOS

ANTONIO BRASILEIRO

Vejo mãos que me folheiam
buscando-me a fisionomia - 
            mas já passei, agora
            sou apenas poesia.

Vejo rostos que me amam
tentando saber quem fui -
            sou um retrato, miragem
            que o tempo dilui.

Vejo braços que me acenam
chamando-me insistentemente - 
            para que, se a folha que passa
            passa tão de repente?

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